
A essa altura do campeonato, está consumado o fato de que a igreja, como a conhecemos, não atende às expectativas primárias dos desejosos em encontrar os resgatados do Senhor Jesus e, com eles, viverem em comunhão vertical com o Criador e em harmonia compatível às pessoas portadoras do amor ágape.
No livro “Por que você não quer mais ir à igreja?” de Wayne Jacobsen e Dave Coleman que, usando palavras encontradas sob a mesa de trabalho do Brabo, não me cativou até encontrar a segunda capa, há um bom momento quando aparece a expressão “jogar o jogo Igreja”. Mais à frente, perdem-se em loquacidades frívolas, ao tentarem detalhar o que já havia sido brilhantemente definido.
Adepto contumaz da AT (Análise Transacional), uma das heranças dos tempos com Zenon Lotufo Jr., também muito utilizada por Anselm Grunn e John Powell, definir o estado atual da igreja como um jogo psicológico soa como música em meus ouvidos. Ali estão líderes e liderados na dança do jogo onde estão as cadeiras denominadas vítima, salvador e perseguidor. O jogo se dá com a alternância dos participantes pelas cadeiras. Hora sou a vítima e o pastor o salvador, para logo me tornar em perseguidor transformando o pastor em vítima e vice-versa. Segundo Eric Berne, criador da AT e autor do excelente e indispensável livro “Os Jogos da Vida”, entre outros, os jogos psicológicos sempre acabam mal.
Sei que alguns psicólogos, provavelmente os mais bem preparados que conseguiram romper a linha divisória entre a imaturidade e a maturidade profissional, devem estar delirando agora, ao depararem com minha sucumbente abordagem psicológica para o problema igreja. Mas o Prêmio Nobel da boa sacada deve ser entregue aos autores Jacobsen e Coleman por cunharem a definição tão acertada e expressiva.



#1 by rubens osorio on 15 de outubro de 2009 - 14:53
Vítima, salvador, perseguidor. A gente é tudo na vida. Algumas várias vezes é tudo isso ao mesmo tempo agora, como diriam Os Titãs. Minha pergunta de um milhão de aplausos é:
“Como se livrar desse maldito “triângulo das bermudas”, onde o genuíno “eu” e o “outro” desaparecem?
Responde, se for capaz!
#2 by GS on 15 de outubro de 2009 - 20:56
Os jogos “amorais” de igreja, eu os prefiro bem longe do meu caminho. Não combinam com a minha alma imoral nem com o meu corpo moral e esses dois já me dão tanto trabalho que nem Erick Berne resolve…
#3 by Djalmir on 15 de outubro de 2009 - 21:56
Lou, penso que quem vai à “igreja” não está na Igreja e sim, jogando o jogo da “igreja”. Eles não tem consciencia do papel que representam; eles estão surdos, cegos, insensíveis e nada podemos fazer. O logosóficos é impotente e incompetente. É inútil.
#4 by Raquel on 16 de outubro de 2009 - 16:27
Jacobsen??? Deve ser a parte iluminada da família…
consegue editar livros,ter leitores…
#5 by GS on 17 de outubro de 2009 - 7:34
Como todas as demais teorias psicológicas, ajuda a alguns, a outros não… Só um ajuda a todos que O buscarem… E vc sabe quem é, pode crer!