
Por Adriel D. V.
O trecho abaixo é por si só explicativo, ainda, a ansiedade pode aqui ser perfeitamente compreendida também como angústia.
“A mente humana é não só, como disse Calvino, uma fábrica permanente de ídolos, é também fábrica permanente de medos – a primeira visando evitar Deus, a segunda visando escapar à ansiedade; e há uma relação entre as duas. Pois olhar de frente o Deus que é na verdade Deus significa também olhar de frente a ameaça do não-ser. O “absoluto nu” (para usar uma expressão de Lutero) produz a “ansiedade nua”, porque é a extinção de qualquer auto-afirmação finita, e não um possível objeto de medo e coragem. Mas, basicamente, as tentativas de transformar ansiedade em medo são vãs. A ansiedade básica, a ansiedade de um ser finito ante a ameaça do não-ser, não pode ser eliminada. Pertence à existência mesma.
A coragem de ser. Tillich, Paul. Paz e Terra: 1967.
Esse post foi surripiado sem qualquer autorização prévia (como é meu costume) de Adriel, dono do excelente blog Eterno Retorno.
Alta Ansiedade from Guilherme Sagas on Vimeo.



#1 by Paulo Brabo on 14 de novembro de 2009 - 14:04
Falando em eterno retorno, eu tinha perdido o caminho da gruta; o RSS direcionava para seu blog sério. A ansiedade básica é perder de vista aqueles que nos informam quem somos.
#2 by Djalmir on 14 de novembro de 2009 - 14:30
Quando as premissas são falsas, o resultado também o é. O problema são as generalizações. Tenho meus problemas, porem, não vivo ansioso e nem com medo.
Nunca mandei ninguém pra fogueira, Calvino Mandou ! Não dei permissão para os príncipes alemães massacrarem 100,000 camponeses, Lutero deu !